Que Aldeia é essa?

Brincar é a principal atividade humana. O brincar tem função simbólica, servindo como

linguagem; é um meio de desenvolvimento psicomotor, cultural, social, promovendo o

desenvolvimento integral do sujeito.

Por esse lugar e função privilegiados no desenvolvimento humano, ele já merece nosso olhar,

nosso estudo e nossa dedicação. Mais ainda, merece que se promova, cada vez mais, espaços

e tempo para brincar.

O que tem ocorrido em nossa sociedade, no entanto, é uma perda do tempo e de espaços para

o brincar. Ele, que já ocupou as ruas, os espaços de convívio social, permeando todo o convívio

da comunidade e todo o dia-a- dia das crianças, hoje, sobretudo nos centros urbanos, tem sido

relegado ao período de recreio nas escolas, aos escassos momentos livres nas atribuladas

agendas dos pequenos; ou ainda, reduzido a um brincar direcionado, com fins específicos para

desenvolver as habilidades e competências desejadas não pelo sujeito, mas por uma sociedade

orientada para o trabalho e o desempenho.

O brincar livre nos protege de adoecimentos físicos e psíquicos. É preciso brincar em espaços

abertos, junto à natureza, com objetos variados e simples, que propiciem à pessoa ser criativa,

imaginar, inventar. Brincar não é recreação e entretenimento apenas. Como não é uma tarefa

que deve seguir um roteiro e ter um rol de objetivos. Brincar promove saúde e

desenvolvimento plenos.

Pensando na importância do brincar, à partir de minha formação e minha experiência

profissional e pessoal, como mãe de dois pequenos e psicanalista, surgiu a ideia (quase

necessidade) de criar a Aldeia Jabuticaba.

Após visitar uma casa de brincar em São Paulo com meus filhos, me dei conta de que não

existia lugar semelhante em Beagá. Um lugar onde eles se divertiam com qualidade, ao passo

que se desenvolviam de forma adequada, num espaço pensado para eles; e onde eu pudesse

ficar junto, acompanhando estes momentos, em interação com outras crianças, outras famílias

e com profissionais que têm um olhar especial e cuidadoso para a infância.

A ideia era de um lugar não para deixar as crianças, mas para estar junto quando possível. Ao

mesmo tempo, um lugar onde havia também um local confortável onde eu pudesse trabalhar,

bater um papo com amigos, aprender e me desenvolver como mãe, profissional, pessoa.

Uma casa de brincar, um café, um espaço de formação e ampla convivência, um local de

produção e promoção cultural, uma empresa com o olhar para a cidade, aberta, voltada para a

primeira infância – o período mais importante e fundamental do desenvolvimento humano.

Tudo isso coexistindo e convivendo numa casa aconchegante, numa rua tranquila, num bairro

gostoso e de fácil acesso, mas também por aí, nos parques praças, museus, na rua…

A Aldeia é muito mais que nossa casinha branca, nossa equipe fixa ou de freelancers. A Aldeia

é mais do que nossos colaboradores, parceiros, fornecedores. A Aldeia é cada frequentador,

cada um que vai a um dos eventos, que comenta nas redes sociais, que curte nossas fotos.

Todos juntos cuidamos das crianças, promovemos uma infância livre, plena, saudável, feliz!

Afinal, “é preciso uma aldeia inteira para educar uma criança”.

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